Esse é o meu primeiro pitaco desde que se iniciou esse blog. Esperava um tema que realmente merece que eu gastasse o meu tão escasso tempo. Pois bem, acho essa uma boa oportunidade. Tenho assistido pouco ou quase nada de noticiários televisivos nos últimos dias, mas não tenho dúvidas de que por lá o caos mostrado em consequência da greve da PM na Bahia esteja assustando muita gente. Afinal, “O número de homicídios registrados na região metropolitana de Salvador já chega a 93 desde o início da greve da Polícia Militar, na noite da última terça-feira (31). Apenas entre a madrugada e a manhã desta segunda-feira, já foram registrados quatro mortes desse tipo.” (Folha Online, 06/02). “o número de homicídios em Salvador e região metropolitana aumentou 129% em comparação ao mesmo período da semana anterior.” (G1, 06/02)
Nesse instante, enquanto escrevo, policiais militares e Força Nacional de Segurança se enfrentam diante da assembleia legislativa. Mas afinal de contas, o que querem?
Todas as vezes que uma greve de funcionários públicos ganha repercussão, os debates sempre giram em torno das consequências do ato e dos meios utilizados pelos manifestantes, como confrontos e depredações e troca de acusações de ambos os lados. Pouco é discutido sobre as reivindicações da classe grevista. (Que fique bem claro que desaprovo qualquer tipo de violência e quebra-quebra). Entretanto, é justo que a imprensa informe a população de forma mais completa, mostrando sempre os motivos que levam à situações como essa vivida na Bahia (outra vez).
Para iniciar esse artigo, li vários sites e blogs de notícias e opiniões para entender melhor a greve e suas causas e vi pouca informação (imparcial) sobre isso.
Lógico que muitos setores da sociedade têm declarado apoio aos PMs baianos, o que é positivo, mas especialistas já prevêem um efeito dominó. Poderá ser catastrófico se desencadear um movimento nacional de paralização de todas as polícias. Para o secretário da Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais (Anaspra), Roberto Caetano, que visitou os PMs baianos amotinados na Assembleia Legislativa, há uma possibilidade de a polícia militar do Rio de Janeiro aderir ao movimento”. A PM do Espírito Santo também sinaliza essa possibilidade. O site PEC300 ( http://www.pec300.com/ ) já fala em greve nacional.
Melhor que não se chegue a esse ponto, porque, como enfatizou o presidente da CUT-BA, Martiniano Costa: “A população precisa de segurança e é preciso que nesse momento ambas as partes cheguem a um consenso para garantir que tudo se resolva". O governador Jacques Wagner afirma que não vai negociar enquanto a greve continuar e os grevistas prometem não encerrar a paralização antes que seus pedidos sejam atendidos.
Claro que os policiais militares da Bahia não recebem os piores salários do Brasil (veja lista de salários de PMs: http://www.salariospm.xpg.com.br/ ), mas é justo que lutem por melhorias salariais e condições de trabalho. Eles devem e podem, porque são eles que todos os dias arriscam suas vidas para cumprir a função de proteger a população. Quando eles param, todos sentimos falta.
Levando em consideração o número de homicídios nesse período na capital baiana, as tentativas do governador de acalmar a população não convencem. “"Tenham certeza que a cidade pode ficar na tranquilidade porque teremos Forças Armadas em condições de garantir a segurança de Salvador e de todo o Estado da Bahia", disse. Será?
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| Esses dois parecem muito interessados em proteger essas pobres moças indefessas |



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